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Mostrando postagens de Julho, 2011

Diálogo

— E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)

— Ah. Porque eu sou tímida."


Rita Apoena A simplicidade que emana é tão complexa por dentro.

Mais perdida que as palavras

Ei, quando esta cidade estiver no crepúsculo, Em algum lugar do mundo, o sol nasce novamente... Em meio às tuas mãos, enquanto uma flor murcha, Pode ser que uma pequenina semente caia...
Então, se você fizer desse solo, o caminho que você irá seguir Mesmo que de olhos fechados, haverá amor?
Se esse mundo fosse plano, Nós dois nunca teríamos cruzado nossos caminhos. Estaríamos correndo, como se fugíssemos um do outro. Sem diminuir a velocidade.. E, em meio a um reencontro milagroso, Quem sabe se ficaríamos face a face novamente...*
Ir caminhar na praia hoje me fez refletir sobre o quanto minha vida anda como um poço: água parada, secando e servindo de foco pra mosquito-preguiça. E sobre como o fato do mundo não ser plano, como se acreditava , me fez ter encontros memoráveis com pessoas que me inspiram. É um amigo, um professor, um desconhecido papeando no ônibus ou numa fila para ingressos do cinema. E quando eu tiro o dia pra reverberações internas, é fato que vou abstrair de todo o resto, de tu…