segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Aos caminhos, eu entrego o nosso encontro.


Não me aproximo porque, veja bem, sabe lá quem habita a tua solidãoHesitoRecuo. Me afasto tristíssima. E te imagino em poses e sorrisos, voz grave e cabelos desgrenhados, preso nas minhas fantasias mais loucas e movimentadas. Numa delas sou um bichinho invisível, com asas, que adentra tua casa e te observa em segredo. Faço o contorno do teu corpo todo com os olhos, parada contra a parede do teu quarto, imóvel, enquanto tu te atiras na cama.Cansado. Tu olhas para o teto  imaginando mil coisas, memóriascompromissosdesejos,saudades. 
Te fito com dor. A luz do abajur faz sombra na tua pilha de livros, que folheei um dia e quis pedir emprestado mesmo sabendo que não havia intimidade para pedidos. Por razões que desconheço, nossas aproximações foram sempre pela metadeInterrompidas. Um passo para a frente e cem para trás. RetrocessosDescaminhos. Procuro sinais de algum amor teu. Vestígios de noites passadas. Tu não me vês, estou incógnita a te observar. Como sempre estive, olhando pelas janelas, de longecoração apertadoNós poderíamos ser amigos e trocar confidênciasAssistiríamos a filmes, taça de vinho nas mãos, e tu me detalharias as tuas paixões e desatinos. Nós poderíamos ser amantes que bebem champanhepela manhã aos beijos num hotel em Paris. Caminharíamos pela beira do Sena, e eu te olharia atenta, numa tentativa indisfarçável de gravar o momento e guardá-lo comigo até ofim dos meus dias. Ou poderíamos ser apenas o que somos, duas pessoas com uma ligação estranha, sutilezas e asperezas subentendidas, possibilidades de surpresas boas. Ou não. Difícil saber.

Bato minhas asas em retirada. Tu dormes, e nos teus sonhos mais secretos, não posso entrar. Embora queira. À distância, permaneço te contemplando. E me pergunto se, quem sabe um dia, na hora certa, nosso encontro pode acontecer inteiro.

Porque tu és o único que habita a minha solidão.

Tirei daqui: sweetestpersonblog 

Arrumação.


A gente finge que arruma o guarda-roupa, arruma o quarto, arruma a bagunça.
Tira aquele tanto de coisa que não serve, porque ocupar espaço com coisas velhas não dá. 


As coisas novas querem entrar, tanta coisa bonita nas lojas por aí.
 

Mas a gente nunca tira tudo.
 

Sempre as esconde aqui, esconde ali, finge para si mesmo que ainda serve.
 

A gente sabe. Que tá curta, pequeno, apertado. É que a gente queria tanto. Tanto.
 

Acredito que arrumar a bagunça da vida é como arrumar a bagunça do quarto.
 

Tirar tudo, rever roupas e sapatos, experimentar e ver o que ainda serve, jogar fora algumas coisas, outras separar para doação. Isso pode servir melhor para outra pessoa.
 

Hora de deixar ir. 

Alguém precisa mais do que você. 
 
Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega
 
Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perca de espaço, tempo, paciência e sentimento.

Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar.
Deixa. 

Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Esperança

Quando estou só e o choro parece querer chegar
E um sentimento de temor...
"Como será o amanhã que eu não vejo e quer me assustar?"

Oh, meu Deus! Ajuda-me a confiar

Quando as feridas do meu coração não querem sarar,
E me atrapalham a visão...
Tuas promessas são tão grandes!
E as lutas querem me esmagar!

Oh, meu Deus! Ajuda-me a avançar!

Tua presença me aquieta a alma e me faz ninar
Como um bebê que não precisa se preocupar...
A minha vida escondida em tuas mãos está..

Oh, meu Deus! Em Ti eu posso descansar

Quando os sonhos se frustram ou parecem não se realizar
Quando as forças se acabam,
Tudo o que eu sei é Te adorar

A esperança renasce e a certeza de que perto estás
Tua paz me invade...
Pois tudo o que sei é Te adorar



Diante do Trono - CD "esperança"

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Tinha terminado, então.

 
Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina. Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo... 

Impressiona-me sempre o fato de certos escritores descreverem os sentimentos como se eu tivesse contado para ele o que sinto, o que passo, o que anseio. 
Impressiona-me, ainda mais, o fato da tristeza ser maior que a raiva, que o desengano, que a vontade dilacerante de arrancar o coração fora, guardá-lo numa torre de cristal, e viver apenas respirando, comendo, bebendo mecanicamente. 
Ok, a comida não andou descendo, ah, mas ela vai descer e a vida retornará ao meu corpo. 
Só não sei que dizer, por hora, da minha alma.
O texto é de Caio Fernando Abreu, e a foto, é de minha autoria, na época em que o que é terminado, tinha apenas começado.

Boa nova semana a todos!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O "amor" não tira férias...





“Comprovei que tudo que já foi escrito sobre o amor é verdade.
Shakespeare disse: “as buscas terminam com o encontro dos apaixonados”.
Que idéia maravilhosa!!
Pessoalmente, eu nunca passei por nada parecido com isso.
MAs estou convencida de que Shakespeare já.
Suponho que penso no amor mais do que deveria; me admira o grande poder do amor em alterar e definir as nossas vidas.
Shakespeare também disse que o amor é cego.
Isso sei que é verdade.
Para alguns, sem explicação, o amor se apaga.
Para outros o amor se vai.. ou brota quando menos se espera, mesmo que seja só por uma noite.
No entanto, existe outro tipo de amor. O mais cruel… aquele que quase mata suas vitimas.
Chama-se “amor não correspondido”. E nesse tipo, sou experiente.
A maioria das histórias de amor falam das pessoas que se amam mutuamente.
Mas, o que acontece com os demais?
E as nossas histórias?
Aqueles que se apaixonam sozinhos?
Somos vitimas de uma relação unilateral.
Somos os amaldiçoados dos amantes, somos os não-amados.
Os mortos-vivos, os deficientes sem estacionamento reservado…”





Do filme "O amor não tira férias"
Foto: Meu acervo particular =)

domingo, 26 de setembro de 2010

Encontros

“Acho maravilhoso perceber o quanto algumas vidas interagem com a nossa de um jeito tão mágico e bonito(...) Todo encontro que verdadeiramente nos toca é uma espécie de milagre num mundo de bilhões de seres humanos. Algumas pessoas a gente nem imaginava que existiam, mas, meu Deus, que agrado bom é para a alma descobrir que vivem. Que estão por aqui conosco. Pessoas que fazem muita diferença na nossa jornada, com as quais trocamos figurinhas raras para o nosso álbum. “
Ana Jácomo

domingo, 12 de setembro de 2010

Errando e errante

De trás dos arbustos verdejantes, nem sempre me encontram aqui, mas de vez em quando, dá vontade de vir, e descobrir novas fontes e novos parceiros.

E desembestar a falar, falar, falar, ainda que sem sentido...

Tem uma frase que muito me vem a mente ultimamente, de Clarice Lispector.  É só sentir que algo do gelo cai, que algo anda batendo demais no fundo da minha mente, que lembro dela:
"Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre….”

E é por isso que o mundo gira, não? Porque tem o seu eixo de rotação, as estações definidas, e quando é que uma é exatamente como a outra?

Há um ano atrás, tinha alguns planos e aspirações que não são as mesmas hoje, dia 12 de setembro de 2010. Há um ano atrás, estava sofrendo com a morte da minha gatinha branca-malhada-de-olhos-azuis, e hoje, passei um dia maravilhoso com minha segunda família, e não tinha nada de dor nisso, talvez alguma saudade de outros momentos que , como este, poderiam ser subsequentes não fosse a preguiça, o mau humor, e outras imperfeições que andei aperfeiçoando nos últimos anos.


Situações inesperadas me levaram a sentimentos inesperados que por sua vez, inibiram as ações que seriam melhor pensadas e realizadas não fosse a surpresa do repente imprevisível.

Quando a mente desanuviar e começar a racionalizar (como se fosse possível irracionalizar para sempre...), tudo será visto com detalhes, alguns sórdidos, outros delicados, alguns serão esquecidos... porém, cada um com o seu real valor e sentido na vida que segue.

O texto abaixo é de Luis Fernando Veríssimo. Gostei na primeira vez que o li, há algum tempo atrás e continuo a gostar, embora nem concorde o tempo todo.

...
A pessoa errada

Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.

Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.

Porque a pessoa certa faz tudo certinho.
Chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas...
Mas nem sempre a gente está precisando das coisas certas!!
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.

A pessoa errada te faz perder a cabeça
Fazer loucuras,
Perder a hora,
Morrer de amor...
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
Que é pra na hora que vocês se encontrarem
A entrega ser muito mais verdadeira

A pessoa errada é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas
Essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível
Essa pessoa talvez te magoe...
E depois te enche de mimos pedindo seu perdão.
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado
Mas vai estar 100% da vida dela esperando você,
Vai estar o tempo todo pensando em você.

A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo
Porque a vida não é certa
Nada aqui é certo
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo
Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo.

E só assim é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças a Deus, deu tudo certo!"
Quando na verdade, tudo o que Ele quer
É que a gente encontre a pessoa errada,
Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente...

Nossa missão: Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.
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É bom saber que não devemos ser nem demasiadamente justos, nem demasiadamente sábios...Aprender é bom, ainda que doa. =P

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Responda com trechos de músicas

1. Descreva-se 
"existem duas de mim, a louca e a santa...Uma de nós vai dormir, a outra levanta...";"Ah, estas mulheres que moram em mim, uma que ama , outra que quer te esquecer..."

2. O que as pessoas acham de você? 
"Vão dizer que você nasceu pra vencer, que já sabiam porque você tinha mesmo cara de vencedor"

3. Onde queria estar agora? 
"eu só quero estar onde Tu estás, contigo sempre em Tua presença, Senhor..."; ", "sit outside Heaven's door and listen to you breathing is where I want to be, yeah..."

4. O que pensa a respeito do amor? 
"o amor é uma fogueira, é fogo que ateia a candeia do coração, é o sentimento mais profundo, mais bonito deste mundo...é o amor..."; "..invadiu o centro do espelho..."

5. Como é sua vida? 
"No começo tem provas amargas, mas no fim tem o sabor do mel.."

6. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo ? 
"Why aren’t you here with me tonight?"

terça-feira, 20 de julho de 2010

Ao amigos - não só hoje!

Para os queridos e queridas, especialmente para alguém que me detesta hoje...Um capítulo perfeito de um livro favorito.










ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY















XXI



E foi então que apareceu a raposa:



- Boa dia, disse a raposa.



- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.



- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...



- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...



- Sou uma raposa, disse a raposa.



- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...



- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.



- Ah! desculpa, disse o principezinho.



Após uma reflexão, acrescentou:



- Que quer dizer "cativar"?



- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?



- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?



- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?



- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?



- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."



- Criar laços?



- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...



- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...



- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...



- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.



A raposa pareceu intrigada:



- Num outro planeta?



- Sim.



- Há caçadores nesse planeta?



- Não.



- Que bom! E galinhas?



- Também não.



- Nada é perfeito, suspirou a raposa.







Mas a raposa voltou à sua idéia.



- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.







O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...



A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:



- Por favor... cativa-me! disse ela.



- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.



- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!



- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.



- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...



No dia seguinte o principezinho voltou.



- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.



- Que é um rito? perguntou o principezinho.



- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!





Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:



- Ah! Eu vou chorar.



- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...



- Quis, disse a raposa.



- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.



- Vou, disse a raposa.



- Então, não sais lucrando nada!



- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.



Depois ela acrescentou:



- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.



Foi o principezinho rever as rosas:



- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.



E as rosas estavam desapontadas.



- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.



E voltou, então, à raposa:



- Adeus, disse ele...



- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.



- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.



- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.



- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.



- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...



- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.










Encontrei aqui: http://mayrink.g12.br/pp/Cap21.htm






Querida Larissa, todo dia é muito bonito quando temos com quem contar! Obrigada!

Kilcianne, obrigada por aguentar minhas lamúrias!

domingo, 4 de abril de 2010

Então, é Páscoa novamente...

Já faz algum tempo que a Páscoa deixou de significar apenas chocolate e feriado para mim. Já tem um tempo que faz sentido alguém morrer por outrem que nem o conhece, ou defender quem o execra de todas as maneiras.

Já é a esperança que esta passagem trás que me faz continuar, ainda que aos trancos e barrancos nos caminhos estreitos da corrida desta vida.

Então...é mais um natal para mim. Não posso evitar que o colírio natural lave os meus olhos, e muito menos que as metáforas aflorem neste texto perdido entre tantos "formsprings". Parece que foi ontem, mas, se parar para fazer as contas... lá se vão longos dezenove anos. Meu Deus! Parece que foi ontem, mas a minha bíblia tem data e dedicatória, rs, não me deixa esquecer. Ganhei-a exatamente um mês depois da Páscoa de 1991, no dia que o véu que separava deixou de me separar DELE.

Mas, o que me levou a escrever foi uma música que ouvi na tevê. "As The Deer". Como ansiei anos por saber qual era o nome dela, pra poder correr atrás do CD, e hoje, atrás do mp3 até que achei.

Segundo minhas pesquisas no sr. Google, foi escrita por Martin Nystrom, baseada no Salmo 42, que intitula-se "A alma anela por servir a Deus no seu templo" .

Vou postar a letra, a música e uma tradução particular. Fique a mensagem de encorajamento e esperança a quem por aqui passar.

As The Deer
(Como a corça)
Written by Martin Nystrom

"Como o cervo anseia pelas correntes das águas,
assim a minha alma anseia por ti, ó Deus!"

As the deer panteth for the water,

Assim como a corça anseia pelas águas

So my soul longs after Thee.

Assim minha alma anseia por ti.

You alone are my hearts desire,

Tu és o único desejo do meu coração

And I long to worship Thee.

E eu desejo te louvar.

You alone are my strength, my shield;

Só tu és minha força, meu escudo.

To You alone may my spirit yield.

Para Ti apenas posso render meu espírito...

You alone are my hearts desire,

Tu és o único desejo do meu coração

and I long to worship You.

E eu quero muito adorar a Ti.

I want you more than gold or silver,

Quero-te mais do que a ouro ou prata,

Only You can satisfy.

Apenas o Senhor pode satisfazer-me.

You alone are the real joy giver

Tu és o único que dá a verdadeira alegria,

And the apple of my eye.

E é a menina dos meus olhos...

You alone are my strength, my shield;

Só tu és minha força, meu escudo.

To You alone may my spirit yield.

Para Ti apenas posso render meu espírito...

You alone are my hearts desire,

Tu és o único desejo do meu coração

and I long to worship You.

E eu quero muito adorar a Ti.

You're my friend and You're my brother,

Você é meu amigo e meu irmão,

Even though you are a King.

Mesmo que Tu sejas um rei.

I love You more than any other

Eu te amo mais do que qualquer outro

So much more than anything.

Portanto, muito mais do que qualquer coisa.

You alone are my strength, my shield;

Só tu és minha força, meu escudo.

To You alone may my spirit yield.

Para Ti apenas posso render meu espírito...

You alone are my hearts desire,

Tu és o único desejo do meu coração

and I long to worship You.

E eu quero muito adorar a Ti





E eis que esta semana que passou, coincidentemente, uma senhora que, tal como eu, com a esperança que a Páscoa traz fez sua passagem para o que não se pode ver nem tocar com estes dedos de carne...Espero que descanse em paz.

Fonte de onde retirei a letra:homewithgod

domingo, 7 de março de 2010